À conversa com...

Prof. Bruno Ferreira (Basquetebol)

2009-02-16 19:54

 Continuamos esta série de mini-entrevistas com um dos jovens treinadores de basquetebol do clube, que já leva dois títulos de Campeão Distrital ao serviço da EDL, e que nos vem contar alguns pormenores da sua vida e da sua vivência no clube.

1 -Quem é Bruno Ferreira?

Pergunta fácil e directa, mas, muito difícil de responder. Sou alegre, tímido, ambicioso, fiel, teimoso...etc. Sou uma pessoa extremamente complexa e completamente devoto à família e amigos.

Sou natural de Vale de Cambra (Aveiro), 26 anos, licenciado em Desporto e Ed. Física, e dou aulas na Escola Primária de Ponte de Lima.

Se me permitem, vou recitar o meu poeta preferido, Fernando Pessoa, que resume o que sinto sobre mim e a minha vida:

"Se um dia quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples pois tem só duas datas, a do meu nascimento e a da minha morte. Entre uma e outra, todos os dias são meus"...

 

2 - Como começou a colaborar com a EDL?

Quando era estagiário na Escola Sec. Ponte de Lima, o professor Abílio, que sempre teve o mérito de procurar rentabilizar os recursos existentes do local, teve a simpatia e ousadia de me convidar para ser treinador.

O sonho, dizia ele, é o de colocar um treinador por escalão, só assim poderemos crescer e aumentar o nível do clube.

Com este projecto em mente fiz a escolha natural de ficar na EDL. A minha colaboração com o clube deve-se inteiramente a essa figura central.

 

3 - O que é para si a EDL?

É seguramente muito mais que uma mera instituição que pode e deve ser encarada como um veículo social, na medida em que junta nas suas fileiras pessoas de todos os estatutos sociais e com todo o tipo de personalidades e feitios.

Esta mescla obriga todos os atletas, dirigentes e treinadores a crescer e a trabalhar a um nível sócio-cultural que prepara os jovens para a vida quotidiana que não é fácil.

Para além disto a EDL no meu ponto de vista é um meio para chegar a um fim, isto é, sou um jovem treinador cheio de qualidades e defeitos e, a experiência ajuda-nos a crescer a todos os níveis. 

Não sou o treinador que era ontem e concerteza amanhã serei melhor que no presente, e isso devo-o ao meu trabalho na EDL.    

   

4 - Como surgiu o interesse pelo basquetebol ?

Ora aí está algo ilógico. Devo esclarecer que nunca fui praticante de basquetebol. Fui federado em futebol e xadrez, logo, a paixão nunca proveio de experiências passadas. 

A explicação deve-se ao facto de considerar o jogo de basquetebol o mais perto da perfeição enquanto modalidade. Não há empates e sempre me atraiu o facto da equipa que se sacrifica mais no jogo sai vitoriosa e muitas vezes com grandes desníveis de planteis.

Além disso considero que é um jogo em que todos os pormenores tácticos são importantes, logo é muito exigente para os treinadores e eu adoro os grandes desafios.

 

5 – Tem algum ritual ou superstição antes das competições/jogos?

Não propriamente. Não sou supersticioso  embora confesse que se for derrotado duas vezes com a mesma roupa, fico reticente em levá-la para novo jogo. Para além disso, as duas finais que disputámos, deu sempre bom resultado passear com a equipa pela zona histórica de Ponte de Lima, logo considero que é algo a repetir...pelo sim pelo não.

 

6 – Momentos marcantes (positivos e negativos) ?

Estamos a realizar uma entrevista a um treinador, por isso espera-se à partida a resposta óbvia: vitórias e derrotas.

Eu porém, destaco como ponto negativo, as desistências dos jogadores da modalidade, que ocorrem maioritariamente de forma natural, embora eu as considere sempre como derrotas pessoais. Como positivas destaco o facto de ter o privilégio de treinar os homens do amanhã, e no meu caso sinto-me especialmente honrado de partilhar o banco, os treinos, as viagens, as derrotas e as vitórias com tão ilustre companhia.

Os meus jogadores não são perfeitos, são apenas humanos, cada um com as suas motivações e objectivos, mas são meus, e como tal...são os melhores do mundo.

 

7 – Que conselhos dá aos nossos jogadores?

Gostava de destacar que no basquetebol, a formação do atleta termina entre os 24 e os 27 ano, e quem pensa que aos 16,17 ou 18 anos já sabe tudo sobre o basquetebol, está redondamente enganado e dificilmente evoluirá muito mais.

Devemos manter nestas idades e posteriores, a mesma vontade e sede de querer aprender sempre mais. Além disso está provado cientificamente que para a aquisição da perfeição de um gesto técnico, este deve ser repetido entre 9.000 a 11.000 vezes. Daí a importância que assume o treino.

 

8 - Que comentários faz à página da  EDL?

Melhorou totalmente o grafismo, que está bastante atractivo e a informação extremamente bem organizada.

Parabéns pela iniciativa e a todos os que colaboram nela.

 

9 - Campeão Distrital. E agora?

Definimos objectivos para a fase nacional que passam pela vitória de todos os jogos em casa e discutir todos os resultados fora. Se assim for feito e aprendendo com os erros, podemos combater as nossas lacunas e se assim for tenho a certeza que o objectivo de passar à fase seguinte não é uma ilusão.

Se formos uma equipa no sentido verdadeiro da palavra, quem sabe se não trazemos a taça para casa? Dos fracos não reza a história... 

 

10 - Rapidinhas numa só palavra:

- Prato favorito:  Cozido à Portuguesa

- Filme: O corvo

- Hobbies: Amigos (incluindo família)

- Viagem de sonho: Veneza

- Cor favorita: Preto

- Número favorito: 8

- Música: Difícil...I`ve got you under my skin (Frank Sinatra)

- Jogador: Fácil... Michael Jordan

 

11 – Uma mensagem para todos:

Penso que toda a gente se deve sentir orgulhosa por pertencer a esta família.

Aos atletas...trabalho!

Aos dirigentes...trabalho!

Aos treinadores...trabalho!

A todos os que directa ou indirectamente nos suportam, continuem a ajudar com a mesma vontade de sempre.

 Esta é a chave do sucesso...Até a torre mais alta começou por baixo.

 Obrigado professor, pela simpatia, pela colaboração e pela excelente entrevista, assim como por todo o empenho que colocou nela. Um forte desejo, de que faça muitas visitas com as suas equipas à zona histórica de Ponte de Lima, que é sinal que o seu trabalho está a dar os frutos que você deseja.

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Prof. Victor Araújo

2009-01-23 19:12

 Vamos começar esta série de mini-entrevistas com um dos sócios fundadores do clube, que muitas equipas e anos treinou, e que agora volta com muito agrado para todos a fazer parte deste grande clube que é a EDL.

1 -Quem é Victor Araújo?

Sou um homem simples, que apesar dos seus setenta anos, ainda tem peneiras.

Que pode ajudar os jovens na procura do caminho certo, nomeadamente através da prática desportiva e da amizade que ela gere.

 

2 - O que é para si a EDL?

Foi a “pedrada no charco”, após o vinte e cinco de Abril, democratizando o desporto no concelho de Ponte de Lima, até aí apenas voltado para o futebol

Continua a demonstrar um ecletismo saudável que muito me agrada.

 

3 – Como surgiu o interesse pelo voleibol?

Além de praticante de Voleibol desde os 10 anos, porque tive a sorte de ter um professor de Educação Física fantástico, senti bem que em Ponte de Lima, a modalidade era um parente pobre que precisava de ajuda.

 

4 – Tem algum ritual ou superstição antes das competições/jogos?

Não...as preocupações são tantas  antes dos jogos, que francamente nunca tive tempo para superstições.

 

5 – Momentos marcantes (positivos e negativos) ?

Os momentos positivos mais marcantes, surgem sempre que aparecem praticantes novos, pois serão elos de amizade no futuro; os negativos, quando por algum motivo perco alguém que, como eu se diverte jogando.

Os êxitos ou inêxitos desportivos, só selam essa amizade.

 

7 – Que conselhos dá aos nossos jogadores?

Todos os jovens têm direito a terem um profissional que os ajude a valorizar o seu corpo, de forma a tirarem dele o máximo proveito, com o mínimo de esforço.

Para além do exercício fisico, favorecer extraordináriamente a saúde, o desporto também funciona como um óptimo tónico sociolizante.

 

8 - Que comentários faz ao Blog da EDL?

Completíssimo, ilustradíssimo, com actualização diária (quase), demonstra muita organização.

 

9 -Rapidinhas numa só palavra:

- Prato favorito:  Bacalhau

- Filme: A Leste do Paraíso (James Dean)

- Hobbies: Pesca

- Viagem de sonho: A que nunca fiz

- Cor favorita: Amarelo

- Número favorito: 21

 

10 – Uma mensagem para todos:

Num mundo em que a violência está de uma forma trágica na ordem do dia de todos os noticiários, só podemos inverter esta tendência, promovendo acções que obriguem a falar de nós por razões de amizade, solidariedade, democraticidade, e sobretudo – RESPEITO PELO PRÓXIMO

 Obrigado professor Victor, pela disponibilidade e amabilidade demonstradas, e que continue por muitos anos a ser esse jovem com peneiras que todos invejam um pouco.

 

 
 
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